Do Lixo ao Luxo: Artesã capixaba transforma reciclagem em terapia e fonte de renda
Kátia Máximo Gramlich ressignifica materiais descartados e lidera oficinas de artesanato em comunidades religiosas

Davi Leônidas
O que para muitos é descarte, para Kátia Máximo Gramlich, de 57 anos, é tela em branco. Casada há quatro décadas e avó dedicada, Kátia encontrou no artesanato mais do que um passatempo, encontrou a cura. Após um diagnóstico de problemas psicológicos, o que começou como uma recomendação médica para terapia ocupacional, transformou-se em um pilar de economia criativa e solidariedade.
Hoje, além da produção própria, Kátia lidera o projeto “Artesanato do Carinho” na Comunidade Batista Cristã (COMBC), onde coordena oficinas e capacita outras pessoas. O objetivo é claro: oferecer uma nova habilidade que possa gerar renda extra e bem-estar mental para os participantes.
O início de uma nova jornada
O projeto começou de forma totalmente despretensiosa. Olhando ao redor, Kátia decidiu dar uma nova vida a garrafas de vidro que seriam jogadas no lixo. O destino inicial dessas peças? Centros de mesa decorativos para eventos na sua comunidade religiosa.
Aquele primeiro olhar atento falou mais alto. O que começou estritamente como um hobby e um refúgio para momentos difíceis logo evoluiu para uma produção profissional e cheia de propósito. Uma garrafa de vidro vazia ou uma caixa de papelão deixaram de ser resíduos domésticos e passaram a ser vistas como verdadeiras oportunidades de criação.
Hoje, o portfólio da artesã é sofisticado e diverso, incluindo:
- Caixas de cartonagem personalizadas;
- Lembranças sofisticadas de casamento;
- Objetos decorativos sustentáveis.

A história de Kátia reflete o que há de mais bonito na essência da economia criativa, a capacidade de gerar valor financeiro, cuidar ativamente do planeta através da reciclagem e, acima de tudo, transformar e salvar vidas humanas.