Grupo teatral da Serra fortalece economia criativa com produção independente
Imprópria Trupe atua na cena cultural local e integra um setor que alia produção artística, trabalho e acesso à cultura

Amanda Miranda
Na Serra, o teatro independente tem contribuído para o fortalecimento da economia criativa por meio da produção artística e da circulação cultural. A Imprópria Trupe é um dos grupos que atuam nesse cenário.
Residente no Centro Cultural Elizário Rangel, o coletivo mantém atividades que aproximam o público do teatro e fortalecem a cena cultural local.
A atuação do grupo evidência como iniciativas cultuais podem gerar impacto artístico, social e também econômico no município.
A Imprópria Trupe desenvolve espetáculos e mantém uma rotina de ensaios e apresentações, contribuindo para a movimentação cultural da Serra. Essas atividades fazem parte da economia criativa, setor que envolve produção baseada na cultura e na criatividade.
Além da dimensão artística, o trabalho também fortalece a circulação de público e o uso de espaços culturais da cidade. A atriz Ísis Cristina, integrante do grupo, destaca o papel do teatro na valorização de diferentes vivências.
Segundo ela, cada indivíduo carrega experiências que influenciam a forma de ver e representar o mundo. “Cada pessoa carrega experiências únicas que influenciam o modo como percebe a realidade”, afirma.
Acesso à cultura
Para a produtora cultural Erica Vilhena, coordenadora do espaço cultural Má Companhia, a democratização do acesso ao teatro está diretamente ligada a políticas públicas e à educação.
Segundo ela, ampliar o acesso à cultura envolve garantir oportunidades para diferentes grupos sociais participarem e se reconhecerem nas produções artísticas.
Erica também destaca a importância da presença de profissionais do teatro em espaços institucionais. Para ela, a participação de artistas em cargos públicos contribui, também, para fortalecer o setor e ampliar o reconhecimento da atividade cultural dentro da economia criativa.
Erica também destaca a importância da presença de profissionais do teatro em espaços institucionais. Para ela, a participação de artistas em cargos públicos contribui, também, para fortalecer o setor e ampliar o reconhecimento da atividade cultural dentro da economia criativa.