Nova geração de startups impulsionam economia no Brasil
Empreendedores transformam ideias em negócios ao unir criatividade, tecnologia e estratégia no ecossistema inovador

Camila Buzzete
O avanço das startups no Brasil atrai um número cada vez maior de trabalhadores na chamada economia criativa. Movidos pela criatividade e pela vontade de solucionar problemas, esses empreendimentos têm se consolidado como protagonistas de um novo modelo econômico.
Em vez de depender principalmente de matéria-prima, esses setores geram valor por meio de ideias, propriedade intelectual, design e expressão artística.
Para o desenvolvedor e Product Owner Lucas Fraga, de 21 anos, o principal motor desse ecossistema é justamente a busca por resolver problemas de forma criativa. Ele entrou no universo das startups após perceber o potencial de uma ideia apresentada em uma premiação na área de engenharia.

Mesmo com desafios como a escassez de mão de obra qualificada e a alta taxa de mortalidade das empresas, o setor segue crescendo, impulsionado pelo uso de tecnologias como a inteligência artificial e pela busca por aprendizado.
Criatividade como ativo econômico
Na lógica da economia criativa, o diferencial das startups está no uso da criatividade como principal recurso produtivo. Mais do que tecnologia, o foco está em desenvolver soluções que atendam demandas reais de forma escalável.
De acordo com pesquisa do Sebrae em 2024, áreas como saúde e bem-estar, tecnologias inovadoras, alimentação sustentável e negócios digitais estão entre as mais promissoras, justamente por aliarem inovação com novas formas de consumo.
O professor universitário e bancário Schleiden Pinheiro, 52, destaca que o domínio da inteligência artificial é fundamental nesse contexto. Segundo ele, o uso de IAS focadas em áreas específicas ampliam o potencial criativo e estratégico das startups.
Desafios e estratégias no ecossistema criativo
Apesar das oportunidades, empreender nesse setor exige preparo. A professora de administração e fundadora da F2 Consultoria, Fernanda Anchieta, afirma que cerca de 70% das empresas fecham em menos de dois anos.

Entre os principais desafios, Lucas Fraga aponta a dificuldade em encontrar profissionais qualificados para compor equipes. Segundo ele, foi necessário buscar talentos fora do seu círculo inicial para dar continuidade ao projeto.
Por outro lado, a psicóloga e empreendedora Milena Nascimento, 42, destaca fatores essenciais para o crescimento de uma startup: foco em um público específico, clareza e constância nas ações.