Lacos Eleições: guia sobre o que fazer no dia da eleição

Um manual sobre datas, ordem de votação, documentos, justificativa e o que se deve fazer no dia de votação

A votação começa no dia 4 de outubro, mas a hora de se preparar é agora. (Arte: Guilherme Trindade/ Lacos Faesa)

Guilherme Trindade

Faltando menos de um mês para as eleições, o frio na barriga já bate naqueles que votarão pela primeira vez em 2026. Para facilitar este dia tão importante, o Lacos FAESA preparou um guia com as principais informações para os eleitores que votarão pela primeira vez, o especial Lacos Eleições.

Para explicar os principais procedimentos e tirar as dúvidas de quem ainda não conhece a dinâmica de uma eleição, a reportagem conversou com Lívia Ramos, chefe de cartório da 32ª Zona Eleitoral de Vila Velha. Desde 2018 atuando na Justiça Eleitoral e participou pela primeira vez de uma eleição como chefe em 2024. 

Data

Antes de tudo, é preciso chegar lá no dia certo. O primeiro turno das eleições acontece em 4 de outubro, das 8h às 17h (horário de Brasília). Já o segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro, das 8h às 17h.

Documento

Para votar, é preciso levar um documento original com foto, digital ou físico. Os documentos digitais mais comuns são aceitos, como a carteira de identidade, o e-Título (com biometria cadastrada), CNH, passaporte. O título de eleitor físico não é obrigatório, mas a Justiça Eleitoral recomenda tê-lo em mãos para verificar o local de votação.

A chefe de cartório afirma que o único não aceito é a carteira de trabalho digital, porque os dados são inseridos pelo trabalhador e não são confeccionados pelo próprio órgão. Ela também indica levar um documento físico, facilitando toda a operação.

Local

O local de votação deve ser verificado no aplicativo e-Título, que está disponível para celulares que utilizam o sistema IOS e Android, ou pelo site oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Também é importante observar qual a Zona e Seção irá votar.

E-título

Sobre esse aplicativo, Lívia Ramos não recomenda que o leve como documento único porque a quantidade de acessos no dia da eleição será muito alta, gerando possíveis quedas do aplicativo. Por isso, ela só indica levar o e-Título como documento oficial em último caso.

Pode mexer no celular?

Lívia confirma que o eleitor não pode levar o celular junto com a cabine de votação. Na sala de votação, uma mesa estará posta próxima a cabine para que se coloque o celular. A chefe de cartório observa ainda que é ilegal qualquer tipo de fotografia ou filmagem na urna.

E postar nas redes?

Contanto que não tire fotos na cabine, o votante tem liberdade de se manifestar individualmente nas redes sociais. Lívia alerta que a boca de urna, sim, é crime, e que a denúncia é fundamental.

“Para denunciar irregularidades, tem um aplicativo da Justiça Eleitoral chamado Pardal, que é um aplicativo de denúncia de propagandas irregulares. Também pode procurar um cartório eleitoral para denunciar se estiver tendo boca de urna ou procurar o Ministério Público”, anuncia Lívia.

Colinha

A chefe de cartório dá outra dica essencial: a colinha. Com um papel físico, o eleitor pode escrever os números e cargos que irá votar. Como são muitos cargos, Lívia indica que coloque cada um na ordem correta, evitando confusões

Ordem de votação

No dia 4 de outubro, a ordem de votação na urna será:

  • deputado estadual;
  • deputado federal;
  • senador (primeira vaga);
  • senador (segunda vaga);
  • governador;
  • presidente da República.

Justificativa

Se o eleitor não comparecer às eleições, é obrigatório apresentar justificativa em um prazo de até 60 dias após a eleição. É possível justificar pelo aplicativo do e-Título, pelo site do TSE ou no próprio local de votação, em caso de estar em outra cidade. Após o dia da eleição, é obrigatório apresentar um documento que comprove a ausência, como um atestado médico, por exemplo.

“Só que eu não recomendo as pessoas justificarem no dia da eleição no local de votação. Eu recomendo a pessoa fazer depois pelo e-Título ou pelo site, evitando filas no dia da votação e possíveis erros humanos do mesário na hora de habilitar a justificativa”, aconselha Lívia.

Ela alerta ainda que quem não tirou o título deve, após as eleições, procurar o cartório e regularizar essa questão, porque a ausência do título implica várias outras questões. Hoje, o título é requisito para concurso público e para entrar em universidades, por exemplo. Então, a regularização é fundamental.

Como escolher um candidato?

Mais difícil que o dia de eleição, são os dias anteriores de escolha de candidatos. A chefe de cartório Lívia também tem dicas para essa situação. Para ela, não tem segredo: o melhor é se informar o máximo possível, pesquisando as propostas de cada candidato.

“Para se informar sobre os candidatos, eu acho que é aquela coisa: pesquisar. Hoje tem site de transparência TSE, que é bem completo. É importante observar as pesquisas, as entrevistas, conferir o número do seu candidato antes de ir e não deixar para conferir na hora”, conclui.