Michael: o Rei do Pop continua no auge

Passados 16 anos da sua morte, o legado de Michael Jackson segue vivo, conquistando novas gerações

Jaafar Jackson interpretando o tio no filme “Michael’’  (Foto: Divulgação/Lionsgate)

Vitoria Rodrigues

Em 29 de junho de 2009, Michael Jackson faleceu aos 50 anos, em Los Angeles, EUA, devido a uma intoxicação aguda por propofol e benzodiazepina, que resultou em uma parada cardíaca. Apesar da infeliz tragédia que gerou no mundo da música, ele é o artista de maior sucesso de todos os tempos, de acordo com o Guinness World Records. Agora, o cantor foi homenageado com uma obra cinematográfica que registra a sua fase infantil até a sua ascensão como Rei do Pop.

Filme Biográfico

Cena do filme “Michael”, cinebiografia do cantor Michael Jackson (Foto: Divulgação/Lionsgate)

O filme Michael (2026), dirigido por Antoine Fuqua, acompanhaa trajetória de Michael Jackson desde a infância no grupo Jackson 5 até o auge da carreira solo nos anos 1980, encerrando a sua história na era da turnê Bad. A produção é uma cinebiografia musical, com foco no crescimento como artista pop, o talento precoce e a relação conturbada com o pai.

A narrativa destaca as transformações que levaram Michael a se tornar um fenômeno global. A construção dos álbuns Off the Wall, Thrillere Bad é mostrada como um processo quase obsessivo por perfeição, destacando o nível de exigência artística dele. As cenas de bastidores reforçam a ideia de um artista extremamente detalhista, que controlava cada movimento, som e imagem, o que ajuda a entender por que ele alcançou um impacto tão grande na música e na cultura pop.

Visualmente, o filme se apoia muito nas recriações de clipes e apresentações icônicas, como Billie Jean e Thriller. Essas cenas são feitas com bastante cuidado e funcionam como um dos pontos altos da produção, porque conseguem capturar a energia e o carisma que marcaram a carreira dele.

No geral, Michael funciona muito bem como espetáculo e homenagem, principalmente para quem já o admirava. 

Músicas atemporais e o crescimento de ouvintes

Capas de álbuns do Michael Jackson (Foto/Montagem: MJ Beats)

O portal ‘‘MJ Beats’’ registrou o  impacto imediato no consumo das músicas de Michael Jackson nas plataformas digitais , após o lançamento do filme, especialmente no Spotify. O longa funcionou como um gatilho para reacender o interesse do público, levando tanto fãs antigos quanto novos ouvintes a revisitarem a discografia.

Os números mostram esse efeito com clareza: o artista ultrapassou a marca de 35 milhões de reproduções em apenas um dia, além de registrar um aumento significativo no número de ouvintes mensais, que passou de 70 milhões. Várias músicas atingiram mais de 1 milhão de streams simultaneamente, indicando que o interesse não ficou concentrado em uma única faixa, mas se espalhou por diferentes fases da carreira.

Clássicos como Billie Jean, Beat It e Smooth Criminal lideram esse crescimento, reforçando o caráter atemporal dessas músicas. Além disso, diversas faixas, como Thriller, Black or White e Don’t Stop ’Til You Get Enough,  voltaram a aparecer nos rankings globais ao mesmo tempo, algo que evidencia a força do catálogo do artista mesmo décadas após seu auge.

Impacto nas novas gerações

 Juliano Krue Valdi, ator mirim que interpreta o Rei do Pop na infância
(Foto: Divulgação/Lionsgate)

O impacto também aparece na própria escolha do elenco. O ator mirim Juliano Krue, 10, que interpreta a infância de Michael, já demonstrava admiração pelo artista muito antes de ser escalado. Conhecido por vídeos em que imita o cantor, ele já afirmou que dança as músicas há anos e que Michael Jackson o faz “se sentir especial”. A relação com a obra reforça a conexão entre gerações, não se tratando apenas de um papel interpretado, mas de uma referência real para jovens que cresceram já consumindo a música. A escolha de um ator que já admirava Michael ajuda a tornar essa ponte ainda mais natural, e aproxima o legado do artista de um novo público.