Como as mulheres vivem a sexualidade hoje?

Liberdade de expressão, autonomia, identidade e autoconhecimento são necessários para enfrentar tabus e preconceitos

(Foto: Freepik)

Geovana Freitas

A forma como as mulheres vivem sua sexualidade tem mudado nos últimos anos. Considerada o sexo frágil e durante séculos submissas aos homens, hoje elas buscam autonomia e liberdade de expressão.

Apesar dos avanços, ainda existem desafios e preconceitos. Por isso, a autoestima e o autoconhecimento sobre o próprio corpo são fundamentais para a quebra de antigos tabus e pressões sociais.

Sexualidade e liberdade de expressão

(Foto: Viviane Comege da Rocha Freitas/Arquivo Pessoal)

Casada há 24 anos e mãe de dois filhos, a assistente administrativa Viviane da Rocha, 42, observa que o cenário feminino mudou. Para ela, o acesso à informação trouxe mais autonomia, permitindo que as mulheres falem abertamente sobre o tema e vivam suas experiências de forma mais consciente, respeitando os próprios limites.

Sexualidade e autoestima

(Foto: Érica Ronconi da Silva/Arquivo Pessoal)

Antes de qualquer relação, a autoestima feminina começa na forma como a mulher se enxerga e entende sua sexualidade. De acordo com Érica Ronconi, auxiliar de produção e estudante de gastronomia, 46, apesar de toda liberdade de falar sobre sua sexualidade, ainda há receio de expressar seus desejos, suas vontades.

Érica acredita que entre descobertas e inseguranças, a autoestima feminina tem papel central na vivência da sexualidade. Ela reforça que, se a mulher não estiver bem consigo mesma, com o seu corpo, com os fatores externos, isso vai afetar a expressão da sua sexualidade.

Sexualidade e Identidade

A sexualidade está ligada à identidade, à imagem e à forma como cada pessoa se expõe ao mundo. É o que defende a jornalista, advogada e professora universitária Mirella Bravo, 47.

(Foto: Mirella Bravo de Souza Bonella/Arquivo Pessoal)

Quanto mais eu me conheço, mais segura eu fico, mais dona de mim e mais capaz me sinto. É um processo natural e maravilhoso

Segundo Mirella, é necessário questionar crenças e refletir sobre quem realmente somos. Ao falar de sexualidade, é importante compreender a própria identidade e decidir qual imagem se deseja projetar.

Sexualidade e autoconhecimento

Nesse processo de identidade, o autoconhecimento é uma das formas mais assertivas de lidar e expressar a própria sexualidade. Quando a mulher olha para dentro de si e não se reconhece ou não gosta do que vê, isso pode impactar diretamente na forma como constrói sua imagem e vive sua sexualidade.

Ao romper com padrões de séculos, mulheres reafirmam que a sexualidade não deve ser motivo de culpa ou silêncio. Pelo contrário, ela representa poder, liberdade e expressão individual. Falar sobre o tema é também reconhecer o direito das mulheres de viver sua sexualidade de forma consciente, respeitosa e plena.