Entre a lama e a saudade do mar

Dez anos após o rompimento da barragem de Mariana, pescadores de Barra do Riacho ainda convivem com restrições, perdas e a necessidade de recomeçar

(Foto: Felipe Amorim)

Felipe Amorim

O rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em novembro de 2015, marcou de forma definitiva a vida de milhares de pessoas ao longo do litoral capixaba, como em Barra do Riacho, no munícipio de Aracruz. Desde 2015, famílias perderam suas principais fontes de renda e foram obrigadas a se reinventar diante de um crime ambiental que ainda não foi totalmente solucionado. Entre as consequências mais sentidas está a limitação da pesca, atividade que sustentava gerações.

Um desses pescadores é Edinildo, que sempre teve no mar um complemento essencial para a renda familiar. Com as restrições impostas após o desastre, precisou buscar novos caminhos para sobreviver, mas permanece a saudade do mar, espaço que sempre ocupou um lugar central em sua vida e identidade. Para Edinildo, assim como para tantos outros, o mar sempre foi prioridade, quase uma extensão de si.

A história dele representa apenas um relato entre muitos outros semelhantes. Ao todo, aproximadamente 190 famílias de Barra do Riacho tiveram suas rotinas e perspectivas profundamente alteradas. Até hoje, essas comunidades seguem em busca de respostas, reparações e novas formas de reconstruir a própria história, tentando sobreviver entre a memória do que foi perdido e a esperança de um futuro mais justo.

Conheça mais dessa história, na reportagem multimídia Dez anos após o rompimento da barragem de Mariana: a realidade dos pescadores de Barra do Riacho, em Aracruz