Uma viagem ao mundo da Disney: FESTIVAL CRIE traz para o debate as ‘Experiências imersivas e o Storytelling na indústria da hospitalidade’

Loren Peterli

segundo dia do Festival CRIE trouxe uma viagem ao mundo da Disney. O evento que estimula a troca de conhecimentos sobre comunicação, criatividade, invocação e empreendedorismo recebeu a diretora de fornecedores terceirizados nas Américas para a webBeds, Daniela Ventura, para falar das “Experiências imersivas e Storytelling na indústria da hospitalidade”. A mediação da palestra foi feita pelo professor de Publicidade e Propaganda da FAESA Centro Universitário Victor Mazzei.

Festival CRIE faz parte da 22ª Jornada Científica e Cultural FAESA. O CRIE é uma iniciativa do LACOS e do Mov.ie da FAESA e faz parte de um Projeto que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES). O Evento reúne alunos dos cursos de Jornalismo, Design e Publicidade e Propaganda, professores, ex-alunos FAESA e profissionais do mercado.

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Durante a palestra, Daniela aborda aspectos históricos, culturais e comunicacionais que demonstram de que forma os parques da Disney foram projetados com a intencionalidade do Storytelling. A partir da primeira inauguração, a Disneyland, com história para contar desde 1955, faz 68 anos de puro aprendizado inventado pelo próprio Walter Elias Disney.

Daniela Ventura trouxe para a palestra os aspectos aspectos históricos, culturais e comunicacionais da Disney (Foto: Thalita Gomes)

Daniela conta que Walt Disney, como costumava a ser chamado, era apenas um pai sonhador que desejava se divertir com as filhas em brincadeiras que contemplassem todas as idades. Assim, a criação dos parques surgiu pela idealização desse sonho, mas que em breve não seria apenas brinquedos, mas, também, um mundo conectado com histórias universais.

Daniela conta que como qualquer estreia, o Parque tinha problemas. A superlotação fez com que a sujeira e a inquietação das pessoas tomassem conta do lugar.

São os detalhes que fazem a diferença. E é por isso que eu vim numa terça-feira falar sobre lixeiras para vocês

Daniela Ventura

Por mais que lixeiras sejam a solução mais óbvia, o visionário inseriu a lixeira como parte do cenário. Agora, o parque não é apenas um lugar de diversão, mas, também, um eixo temático que quando o turista entrasse não iria encontrar nenhum traço da realidade.

Confira abaixo o registro fotográfico da palestra “Experiências imersivas e Storytelling na indústria da hospitalidade” realizado pela aluna do curso de Jornalismo da FAESA Thalita Gomes

A indústria cultural da Disney deu tão certo que a Universal Studios investiu na mesma estrutura e, hoje, os parques compõem a personalidade da cidade de Orlando. Em 2022, os Parques da Disney cresceram 73% e faturaram mais de US$ 28 bilhões, segundo o The Walt Disney Company. Isso demonstra que as pessoas estão cada vez mais comprando experiências ao invés de produtos, lição que fica para os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda implementarem nos projetos do mercado de trabalho.

Curiosidades contada por Daniela Ventura sobre os parques da Disney:

  1. A Disney é a indústria de turismo que paga mal aos colaboradores, mas que tem uma fila infinita de pessoas querendo trabalhar nos parques
  2. Os parques possuem uma lixeira a cada nove metros
  3. Todos os dias os parques são pintados, não tendo nenhuma rachadura para que pareçam sempre novos
  4. “Ninguém morre na Disney”. A gestão de conflitos é tão bem-feita que a pessoa precisa sair do parque para ser declarada como morta
  5. Todos os funcionários estão, na realidade, interpretando os papéis dentro do universo da Disney e, em nenhum momento, eles saem do personagem

Edição: Loren Peterli

Imagem do Destaque: Ana Clara Segatto/Núcleo de Publicidade do Lacos